Deve e Haver

Fevereiro 2, 2009 by lgonzalik

Por: Luis Gonçalves

 

 

·        A crise obriga a que os governos acudam ao sector bancário e industrial, para que as empresas mantenham os seus empregados. O equilíbrio é feito pelo aumento de bens de primeira necessidade, pelo aumento de taxas moderadoras e prestação de cuidados hospitalares, pela constante mudança de regras de funcionamento de micro-empresas que as obriga a adquirir disticos e simbolos, cujo IVA de compra reverte, naturalmente, para o Estado.

·        Em alguns sitios as festas que simbolizam a identidade de uma freguesia ou concelho são promovidas e lideradas por uma comissão de festas e noutros sitios pela igreja. No distrito de Aveiro os paroquianos de uma igreja concordaram com o pároco de que, por causa da crise, este ano não haveria festa, revertendo o dinheiro que nela seria gasto para o combate à pobreza. Será que esta igreja perdeu os seus fieis? Só perdeu os falsos e radicais, mas serão naturalmente substituidos por outros de coração puro.

·        A Uanderlandia está a preparar a lei das desnacionalizações. A exemplo do que fez com empresas e entidades publicas, vai legislar sobre a cedencia de exploração dos municipios. Só podem concorrer à exploração privada os titulares de mestrado em gestão municipal.  Cada gestor pagará uma renda mensal fixa ao Estado, cujo papel passa a ser o de controlar a prestação de serviços de educação, saude e reforma.

·        Por outro lado, o protectorado de Puarlandia dissolveu o parlamento, porque os assuntos aí discutidos não tinham nada a ver com as reais necessidades do território. Quem conhece as realidades são os autarcas. Por isso, quem substituiu os deputados da nação foram todos os Presidentes de Câmara que aí se reunem uma vez de 15 em 15 dias. Por cada falta dada são descontados 50 pontos de merito que vao influenciar o valor das suas reformas. Com 5 faltas injustificadas ou com justificação duvidosa perdem o mandato.  Uma vez que estão a receber ordenado pago pelo Estado, apenas recebem o valor da deslocação e subsidio de refeição mediante apresentação de recibos. O protectorado de Puarlandia vai passar a chamar-se Socialandia.

Gerir na crise

Janeiro 12, 2009 by lgonzalik

Gerir na crise

Opiniao de: Luís Gonçalves

 

   Antes de mais, esclareço que o  título devia ser “Gerir em ambiente de crise” para não confundir com “Gerir a Crise” –papel reservado exclusivamente aos agentes da PEG (Politia Económica Global) cuja função é tirar maior proveito dela.

Refiro-me, antes, ao comum dos gestores, sejam eles domésticos, empresariais ou publicos.

   A experiência  evidencia que as crises são passageiras, tendendo ao regresso da normalidade depois de terem cumprido a sua função:  Regenerar e mudar o modus operandi dos agentes envolvidos.

·         Gerir o lar passa por racionalizar a utilização das energias, usar  menos o telemovel, andar a pé 1 ou 2 Km em vez de ir de carro, repartir a utilização do veiculo de transporte individual com vizinhos, familiares e amigos, comprar o estritamente necessário,  não acreditar cegamente na sorte ao jogo, etc.

·         Os clubes de futebol deviam requisitar aos Centros de Emprego desempregados ou jovens à procura de 1º emprego, dar-lhes formação desportiva e pagar-lhes 10% dos salarios dos craques.

·         Um  bom exemplo para todos era os gestores publicos se deslocarem em transportes publicos para os seus postos de trabalho,  que prescindissem do cartão de crédito, que gerissem eficazmente o control de utilizaçao das viaturas  adstritas aos serviços, racionalizando tempos, quilómetros e recursos humanos.

·         Os gestores privados não podem entrar em pânico. Para começar, há que adoptar um espirito de combate e não derrotista. Esta crise coloca aos gestores os mais elevados desafios por que alguma vez passaram.  Só sobrevivem aqueles que, ao invés de seguirem o caminho fácil, definam uma gestão estratégica que lhes assegure o êxito logo que este ciclo negativo esteja ultrapassado.

 

Os tres eixos fundamentais da gestao estategica são:

1-Optimização das vendas

   Baixar indescriminadamente os preços desacredita o produto e afugenta o consumidor, cuja reconquista, daqui a meses,  representa um enorme investimento, de retorno duvidoso. Esta crise poderá reajustar a procura.

Vender barato é fácil. Vender melhor é a palavra de ordem.

A inovaçao do serviço, a criatividade posta na adopçao de novos produtos, a utilizacao de relaçoes publicas para ter a percepçao das preferencias dos consumidores, a venda oportuna, ou seja, se o mercado está disposto a pagar o preço do nosso produto, é uma oportunidade a não perder.  E, neste sentido, não é fácil ser-se oportunista. A isto se chama vender melhor.

2- Melhoria da produtividade

   Não necessariamente dispensar recursos humanos; os custos de formação de novos colaboradores são elevados; mas investir nos seus conhecimentos, motivá-los para o sucesso,  e  para a cultura empresarial. Mostrar-lhes a sua comparticipação no sucesso ou insucesso.

3- Controle de Custos

Mesmo os custos financeiros  até aqui incontroláveis, devem ser renegociados. Os custos discricionários, ou seja aqueles em que a acção do gestor pode influenciar, desde os fixos, semi-fixos, indirectos e os directamente relacionados com a venda devem ser objecto de acompanhamento.  Não é substituir o bife do lombo pelo da rabadilha, porque o consumidos apercebia-se e não voltava. Mas negociar melhores preços e condições de fornecimento em nada influencia a fidelidade do cliente.

Aveiro e Eu

Janeiro 5, 2009 by lgonzalik

 Qualquer coisa me atrai a Aveiro quando, raramente,  me desloco à minha terra natal, algures no Douro Litoral, distrito do Porto.

Lembro-me que, há cerca de 45 anos, fui a  Aveiro numa excursão organizada pela escola primária da minha aldeia. Ainda hoje guardo a imagem que, na altura me despertou a incredulidade: carros a andar naquela imensidão de água !!!… Os unicos carros que, na minha terra eu via passar, eram o do Sr. Abade depois da Missa e o do Enfermeiro que passava pelas 9 da manha para baixo e perto das 18 horas para cima. Era esse o meu relogio. Esse e o da buzina da camioneta de correio.

O meu pai tinha-me dado vinte e cinco tostões para eu beber uma gasosa se tivesse sede. Para almoço tinha os bolinhos de bacalhau, arrozinho e broa  que a minha mãe tinha posto no cestinho. Mas eu passei sede, porque vi outros miudos com um io-io. E eu também queria ter um. Custou-me 2 escudos.

 

   Com 12 anos fui estudar para o Colegio Salesiano de Arouca durante 2 anos. No meu segundo ano fui, com os meus colegas, de excursão a Mogofores para almoçar e visitar o Colégio Salesiano de Mogofores.

   Muito mais tarde, com os meus vinte e poucos anos, era director comercial de um hotel na zona do Estoril e, quase todos os anos fazia promoção em Portugal e Espanha, passando sempre por Aveiro. Aqui visitava, entre outros profissionais de turismo, o Sr. Ferreira da Visa.

   Há dois anos resolvi que, se praticasse piano, aliviaria a pressão da vida (modernamente chamado stress), e resolvi ir a uma escola de musica em Torres Novas. À Sara João que eu muito admiro pessoal e profissionalmente, que, semanalmente se deslocava 2 vezes de Aveiro à Escola de musica Choral Phidellius muito agradeço ter-me feito compreender que a musica é algo que se aprende todos os dias, que nos deixa mais revigorados enfrentar os problemas da vida.

   E , 3 dias antes do Natal, quando iniciei o meu periodo anual de ferias de 8 dias, a minha primeira paragem foi em Aveiro onde almocei muito bem no Atlântico. Aveiro atrai-me.

Luis Goncalves

Recantos de Portugal

 

A Regeneração

Dezembro 15, 2008 by lgonzalik

A Regeneração

Por: Luís Gonçalves

 

    O Governador de Wonderlandia acordou perante um dilema:

- Acudir às actividades  economicas que atravessavam graves problemas , ou deixar afundar as empresas que não conseguissem boiar?

    Chamou de imediato os seus vizires de todos os vértices politicos: Conservadores, Progressistas e Regeneradores. O Governador sempre tinha decidido à luz da sua inteligência e bom senso, mas este era um caso bicudo que devia ser discutido.

O poder era alternado: num periodo os conservadores; noutro os progressistas; os regeneradores não eram chamados pois havia o receio de fazerem alterações profundas.

Quando uns estavam perto do poder politico, os outros detinham o poder económico, e vice-versa.

E depois, legislava-se de acordo com os intresses economicos, por exemplo:

A mulher de um empresário encontra no cabeleireiro a mulher de um vizir:

“- Ai, Lurdinhas, que bonito estar grávida; quando espera o nascimento?

“- Lá para Março…”

“- É menino ou menina… “

“-Menina, diz o físico…

“-Havia de ver, Lurdinhas, as chuchas que um amigo do meu marido inventou; de cor de rosa, tem um detector de comichões. Assim, quando o bébé se aflige o detector acciona uma esponjazinha que fricciona a pele.

O bébé nasceu, foi-lhe dada a chucha-maravilha, pegou moda, e, consequentemente, a invenção foi declarada de interesse para a saúde publica, na medida em que eliminava o stress precoce.

A partir daí foram inventadas soluções para os adultos carentes. Foi o negocio da China.

- Ai, Sr. Governador; temos de fazer hoje a reunião? É que é sexta-feira…

- E daí? O Povo paga-te para quê? Qual é o teu problema?

-É que tinha marcado para hoje uma viagem à Caledónia…

- Os interesses do povo de Wonderlandia estão em primeiro lugar. Se vês que  não és capaz de bem desempenhar esta função, se não gostas de cá estar, pôe o teu lugar à disposição…

Assim se iniciou a reunião:

- Como sabem isto tomou um rumo que ninguém esperava. Preciso de decidir o que fazer da economia do território…

- A culpa é dos conservadores quando estavam à frente do sector !, disse um progressista- com salários e bonificações 10 vezes superiores ao RPC…

- E vocês hipotecaram o território com as V. ilusôes; aumentaram o rendimento per capita,  mas alteravam os balanços para  mais um zero, aumentavam o valor nominal, fraccionavam o capital e punham-no à venda na praça e, metiam metade no vosso bolso. Ao fim e ao cabo não passava de uma trafulhice e ilusão para quem comprava. Era o jogo da roleta; a única coisa que estava garantida era a vossa parte.

- Pelos nossos cálculos, é necessário injectar 2500 milhões de Dinares para revitalizar a economia- informou o representante dos progressistas…

- A questão que se põe é: se não acudirmos, o desemprego dispara e o consumo interno diminui drasticamente…

-Se não tem capacidade para se manter, que feche as portas. Injectar capital significa continuar o jogo da batota, altos ordenados, prostituição económica, benesses, dominio do mercado, exploração dos desprotegidos– disse o representante dos Regeneradores. –  Já ouvi o suficiente… Dentro de dias saberão a minha decisão. Assim o Governador terminou a reunião para, de seguida,  reunir com tecnicos dos diversos sectores de actividade.

Não foi dado qualquer subsidio directo às empresas. As que não se aguentaram fecharam. Foi promovida a criaçao de grupos de desempregados de acordo com as capacidades rofissionais,  que, de seguida se transformaram em sociedades de produção e exploração. A estas sociedades foi imposta a garantia satisfação das necessidades do mercado interno, ou, então repunham o subsídio recebido.

 

Nota: Depois de cerca de 6086 horas de trabalho vou gozar cerca de 136 horas de ferias. Mas fui eu que esclheu o caminho da escravatura.

Feliz Natal a todos.

Votos de um excelente 2009

A crise mundial à mesa do café

Outubro 19, 2008 by lgonzalik

Por: Luís Gonçalves

   Nunca me teria apercebido da quantidade de analistas de economia, se não fosse a crise que, de uma forma subita, se instalou em todos os países, ao ponto de um deles estar quase a decretar falência, sendo, pois, um alvo fácil das aves de rapina que começam a sobrevoar tudo o que fica parado.

Cada um opina à sua maneira:

- Isto é a comunicação social a falar, ao serviço dos americanos, por causa das eleições- diz um;

- Acho que é para fazer baixar o preço do petróleo; não conseguem vencer a guerra, acenam com uma crise para os paises produtores de petróleo pensarem que a economia baixou, para os fazer baixar o preço do barril, diz outro.

- Como é que os bancos estão em crise, se continuam a fazer publicidade em jornais e televisões, prospectos, outdoors, etc.? E quem diz os bancos diz a EDP, PT, com lucros fabulosos, estas empresas não precisam de publicidade, porque não têm concorrência. Têm o mercado assegurado. É como no hospital; clientes não faltam. Já agora, anos e anos consecutivos a dar lucros crescentes como é que, de repente, os bancos pedem ajuda ao Estado?

O meu amigo José iluminou o espírito dos presentes ; 

Assim é que se gerou a crise americana:


O Sr.  Aires tinha um bar  em Canidelo , e decide que vai passar vender a crédito as bebidas de rolha (whisky, licor, aguradente) aos eus clientes habituais, quase todos em permanente estado de embriaguês e desempregados.

  Manda fazer umas cadernetas, uma para cada um, onde é registada a sua conta-corrente.

Como vende a crédito, pode aumentar os preços,  realizando assim,  um aumento nas vendas de mais de cem por cento.

 
O novo gerente do banco do Sr.Aires,  querendo fazer jus do seu mestrado em gestão e administração e do diploma comprovando a sua participação num seminário de marketing que durou 1 hora,  decide que, afinal, as cadernetas dos do bar constituem,  um activo cobrável a curto prazo, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento,  sendo fiador o Sr. Aires.

   Esses adiantamentos de dinheiro permitiram ao Sr. Aires satisfazer o desejo das esposas de alguns dos seus clientes; criar uma merceraia para vender também a crédito.

  O staff do banco, liderado pelo gerente, colocam em bolsa os titulos de dívida do agora pomposo CANIDELO SPIRIT  AND FOOD SHOP RESORT, transformando as cadernetas dos calotes em AC, CCP, TDP, OPC, OPV, e outros termos financeiros cujo significado ninguém sabe.

   Estes produtos financeiros – os titulos de dívida do Sr. Aires, são negociados como títulos sérios, com musculadas  garantias reais,  nos mercados de 70 países.

Até que alguém descobre que os bêbados de Canidelo não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar e a mercearia do Sr. Aires vão à falência. E tudo o vento levou!

O meu amigo José foi nomeado consultor financeiro da Casa Branca.
 

                                                                                                                 

 

Novo local da cimeira do G8

Outubro 9, 2008 by lgonzalik

Noticia de última hora

 

Cimeira G8 P-PP na nossa terra

 

                                                           Por: LG Leia o resto deste artigo »

Um Cêntimo por água

Julho 28, 2008 by lgonzalik

 

Por: luís Gonçalves

 

 

   É uma desilusão e emperramento no despacho dos bens oferecidos ao banco alimentar para quem deles necessita.

   É um despudor totalmente descarado nem todas as mercadorias chegarem , gratuitamente, e nas melhores condições, aos seus destinatários, por causa da logística.

 

   É uma brutal deshumanidade sabermos que, quanto mais pobre é uma população, mais rico é quem a governa.

   Quanto a isto basta:

·        Nem mais 1 quilo de arroz para os bancos alimentares;

·        Nem mais uma esmola, porque estamos a contribuir para o desvínculo do Estado da função social que lhe é (ou devia ser) atribuida.

·        Vamos todos dar o nosso contributo para acabar com a fome mundial. Vamos transformar em 100 Euros 1 Euro que grande parte do planeta tem de rendimento mensal per capita.

·        Vamos criar um fundo mundial com:

a)      1 centimo por cada mensagem de correio electronico enviada;

b)      1 centimo por cada minuto de espera a que as companhias com atendimento automático nos obrigam a esperar (e a cobrar esse tempo) quando necessitamos de alguma informação;

c)      1 centimo por cada 10 Euros facturados por empresas de telecomunicações;

d)      1 centimo por cada passageiro transportado pelas companhias aéreas;

e)      1 centimo por cada 10 litros de combustível vendido.

Ao fim de 1 ano esse fundo mundial era suficiente para:

1-     Transformar sólos áridos em solos aráveis e cultiváveis,

2-      Alterar o clima pela plantação de árvores,

3-    Abastecer de água potável grande parte do globo,

4-     Ensinar às populações a tirarem rendimento dos solos para assegurarem a sua alimentação e  garantirem riqueza,

5-     Assegurar o escoamento do excesso de produção (depois de satisfeitas as necessidades locais) para os países que contribuíram para o desenvolvimento, por canais préviamente abertos.

 

Por outras palavras: Dar-lhes um rio,  uma cana e ensinar-lhes a pescar.

 

A Vocação de Constância

Julho 14, 2008 by lgonzalik

 

 

 

   Constância encontrou, finalmente a sua vocação.

 

  O centro histórico, que, pelo menos para vários propósitos, abrange a zona que vai desde as margens dos rios Zêzere e Tejo até à  Estrada Nacional 3, passsando por becos ruinhas, ruas e ruelas, escadinhas e miradouros, foi, este fim de semana, cenário da representação teatral de cenas da épica obra de Homero.

   Foi a Homero e a Virgilio que Luis de Camões foi buscar a forma de cantar os ilustres feitros lusitanos, inspirados pelas Tágides e Ninfas, sob o olhar apreeensivo de alguns membros do Olimpo que, em concilio presidido por Jupiter decidiram dar um voto de confiança aos Portugueses no  empreendimento da árdua tarefa de espalhar por toda a parte a Fé e a Cristandade.

   Após a tomada de Troia pelos Gregos, e ainda segundo a Ilíada, Eneias rumou a Cartago onde fundaria a nova cidade em substituição de Troia.

O reerguer de um povo foi o auge de toda a representação  encerrada pela ópera de Purcel.

   Muita pena tenho de os meus afazeres profissionais não me terem permitido ver de perto e ininterruptamente toda esta bela acção histórica cujas cenas decorreram em diversos pontos do centro histórico.

 

Isto é a combinação perfeita entre turismo e cultura, uma alternativa à música de concertos estilo metálica e afins, que, por causa da lei do ruído não pode ter lugar em

locais como o centro histórico de Constância.

A própria configuração da Praça, ruelas e miradouros sugere uma animação periódica baseada mais em actividades de teatro, concertos de musica instrumental antiga e tradicional de várias regiões.

   Foi um gosto ouvir os clientes da Casa João Chagas dizerem: “que pena já ter acabado. Quando há mais?”.

 

   Os concertos de elevados decibeis que fazem estremecer janelas, portas, mobilias, raxadelas em paredes, são bem vindos, desde que aconteçam em locais abertos próprios, que, em artigos publicados no Jornal de Abrantes chamei ZAN’s ou PAN’s

(Zonas ou Parques de Animação Nocturna). É a  isto que levará o cumprimento da lei, que não pde ser mudada por uma autarquia, só porque meia dúzia de pessoas, inspiradas, se calhar, por alguma mente dominada pelo micróbio da ignorância, resolveu declarar não se sentirem incomodadas com alguma antena de automóvel partida, alguém sofrer um ataque cardiaco ou se alguém  ficar surdo.

   Constância está a mudar, e o mesmo elenco mantém-se. Ainda bem que assim é. Por aquilo que observo, já é permitida a publicitação de marcas comerciais que, ao fim e ao cabo, são a sustentabilidade económica de uma região, de uma vila, aldeia, de uma cidade.

 

   Se o profissionalismo dos organizadores está de parabéns, não é menos de louvar o empenho, a entrega e dedicação dos participantes voluntários na peça, quase todos eles de Constância.

Constância, 14 de Julho de 2008

LG

Quem quer barulho?

Maio 3, 2008 by lgonzalik

• UNIÃO EUROPEIA

Ruído mata 50 mil pessoas por ano

Todos os anos morrem 50 mil pessoas na UE devido a ataques cardíacos provocados pelo excesso de ruído rodoviário e ferroviário, enquanto outras 200 mil passam a sofrer de doenças do coração, revela um estudo que será apresentado esta quinta-feira.

 

(TSF 10:03 / 28 de Fevereiro 08 )

Pelo menos 50 mil pessoas morrem anualmente na UE devido a ataques cardíacos provocados pelo excesso de ruído rodoviário e ferroviário.

 

O alerta foi feito por um estudo da Federação Europeia para os Transportes e Ambiente, que será apresentado esta quinta-feira em Bruxelas.

 

Segundo o documento, todos os anos outros 200 mil habitantes da UE passam a sofrer de doenças do coração, sendo os custos da poluição sonora, nomeadamente para os serviços de saúde, de mais de 40 biliões de euros.

 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o limite de ruído ambiental a partir do qual se sentem efeitos negativos é de 55 decibéis, valor que se situa entre o provocado por um aguaceiro e uma conversa entre duas pessoas.

 

Excluindo Malta e Chipre, nos restantes países da UE, a maioria da população vive em cidades e está regularmente exposta a índices de ruído acima de 55 decibéis, proveniente do tráfego rodoviário e ferroviário.

 

As crianças em idade escolar também são exemplos das consequências do ruído, já que revelam dificuldade em concentrar-se, dispersam a atenção com facilidade, ficam com dificuldade em memorizar questões mais complexas, lêem mal e tem baixo rendimento escolar, quanto sujeitas e elevados valores de poluição sonora.

 

A organização realça a preocupação da UE com a poluição do ar, mas lamenta a negligência a que tem sido votada a poluição sonora, já que bastaria aliar as novas tecnologias à produção de veículos e à evolução na construção de pavimentos e vias, para baixar os níveis da poluição sonora em 70 por cento.

 

Nota: Desde 1987 que a matéria do ruído se encontra regulada e faz parte das preocupações do Governo no que respeita ao bem-estar das populações.

Porém os autarcas são os primeiros a ignorarem esta preocupação, promovendo festivais de musica rock que debitam mais de 5000 decibeis em pólos populacionais e centros históricos, várias vezes ao ano, onde ficava bem um concerto de flauta, de piano, de violino,  peças de teatro, etc. Este tipo de musica não atrai multidões? Paciência, eu prefiro a qualidade à quantidade.  Se querem atraír multidões, usem campos de futebol, recintos escolares, pontes sobre os rios, etc. Criem os PANs (parques de animação nocturna) bem longe das zonas residenciais, hospitais, unidades hoteleiras, tal como previsto na lei, exactamente para quem quer a adrenalina. Mas deem o descanso a quem paga de boa vontade para o obter.

Luís Gonçalves

Casa própria por 15 Euros por dia

Abril 20, 2008 by lgonzalik

Casa própria por 15 Euros por dia ?

Vou viver para a França…

 

Por: Luís Gonçalves

(tradução jornal l’internaute)

   Medida anunciada em Fevereiro, a ministra francesa da habitação, Christine Boutin, lançou, em 15 de Abril passado, o seu plano a minha casa por 15 Euros por dia.

   Destinado a promover a oportunidade de ser proprietário, esta medida permite às pessoas singulares, que se enquadrem nos critérios de elegibilidade, adquirir um imóvel novo pelo valor equivalente a uma renda habitacional, ou seja, 450 Euros por mês.

    Como é que isso funciona ?

   Por  15 euros por dia, ( 450 euros por mês) ,o objectivo é permitir às famílias modestas tornarem-se proprietárias de uma vivenda personalizada, dotada de sistemas para economizar energia, e acesso à Internet. Estas casas dirigem-se aos casais que desejam comprar a sua primeira vivenda para habitação principal, sendo pais de, pelo menos, um filho, e que tenham um rendimento liquido entre 1500 e 2000 Euros por mês.

   Este plano será financiado por medidas específicas, nomeadamente aplicação de apenas 5,5% de IVA no custo da construção e do terreno. As colectividades locais e autarquias têm também um papel a desempenhar : Compete efectivamente às juntas de freguesia e câmaras municipais colocar à disposição dos interessados os terrenos desocupados com uma área mínima de 250 m2. O pagamento é facilitado pelo Pass-Foncier, um dispositivo de crédito que permite o reembolso em 2 etapas : primeiro a vivenda e depois o terreno, e por um crédito à taxa zero. O investimento total representa cerca de 170.000 Euros.

As críticas

 

    Daqui até ao fim do ano  Christine Boutin espera ver nascer 5000 casas por causa do dispositivo “15 euros par jour”. Apenas ainda lançado, este projecto é já alvo de críticas.
    Particularmente, o Conselho Nacional da Ordem dos arquitectos reagiu, classificando o projecto como uma falsa boa ideia. Considera este tipo de habitação uma pobreza a nível de arquitectura e de ambiente.

   Outra critica tem a ver com o prazo de reembolso. Os proprietários devem reembolsar a casa durante 23 anos a 455 euros por mês, além de despesas financeiras. Depois desta etapa terminada, começa a do pagamento do terreno por uma soma sensivelmente igual durante 15 anos. Andam 38 anos a pagar a casa.

 
… mas estou 38 anos atrazado.

 

Ouvi em noticia que em Portugal querem alargar o prazo de empréstimo do credito à habitação por 50 anos.