Arquivo de Janeiro, 2009

Gerir na crise

Janeiro 12, 2009

Gerir na crise

Opiniao de: Luís Gonçalves

 

   Antes de mais, esclareço que o  título devia ser “Gerir em ambiente de crise” para não confundir com “Gerir a Crise” –papel reservado exclusivamente aos agentes da PEG (Politia Económica Global) cuja função é tirar maior proveito dela.

Refiro-me, antes, ao comum dos gestores, sejam eles domésticos, empresariais ou publicos.

   A experiência  evidencia que as crises são passageiras, tendendo ao regresso da normalidade depois de terem cumprido a sua função:  Regenerar e mudar o modus operandi dos agentes envolvidos.

·         Gerir o lar passa por racionalizar a utilização das energias, usar  menos o telemovel, andar a pé 1 ou 2 Km em vez de ir de carro, repartir a utilização do veiculo de transporte individual com vizinhos, familiares e amigos, comprar o estritamente necessário,  não acreditar cegamente na sorte ao jogo, etc.

·         Os clubes de futebol deviam requisitar aos Centros de Emprego desempregados ou jovens à procura de 1º emprego, dar-lhes formação desportiva e pagar-lhes 10% dos salarios dos craques.

·         Um  bom exemplo para todos era os gestores publicos se deslocarem em transportes publicos para os seus postos de trabalho,  que prescindissem do cartão de crédito, que gerissem eficazmente o control de utilizaçao das viaturas  adstritas aos serviços, racionalizando tempos, quilómetros e recursos humanos.

·         Os gestores privados não podem entrar em pânico. Para começar, há que adoptar um espirito de combate e não derrotista. Esta crise coloca aos gestores os mais elevados desafios por que alguma vez passaram.  Só sobrevivem aqueles que, ao invés de seguirem o caminho fácil, definam uma gestão estratégica que lhes assegure o êxito logo que este ciclo negativo esteja ultrapassado.

 

Os tres eixos fundamentais da gestao estategica são:

1-Optimização das vendas

   Baixar indescriminadamente os preços desacredita o produto e afugenta o consumidor, cuja reconquista, daqui a meses,  representa um enorme investimento, de retorno duvidoso. Esta crise poderá reajustar a procura.

Vender barato é fácil. Vender melhor é a palavra de ordem.

A inovaçao do serviço, a criatividade posta na adopçao de novos produtos, a utilizacao de relaçoes publicas para ter a percepçao das preferencias dos consumidores, a venda oportuna, ou seja, se o mercado está disposto a pagar o preço do nosso produto, é uma oportunidade a não perder.  E, neste sentido, não é fácil ser-se oportunista. A isto se chama vender melhor.

2- Melhoria da produtividade

   Não necessariamente dispensar recursos humanos; os custos de formação de novos colaboradores são elevados; mas investir nos seus conhecimentos, motivá-los para o sucesso,  e  para a cultura empresarial. Mostrar-lhes a sua comparticipação no sucesso ou insucesso.

3- Controle de Custos

Mesmo os custos financeiros  até aqui incontroláveis, devem ser renegociados. Os custos discricionários, ou seja aqueles em que a acção do gestor pode influenciar, desde os fixos, semi-fixos, indirectos e os directamente relacionados com a venda devem ser objecto de acompanhamento.  Não é substituir o bife do lombo pelo da rabadilha, porque o consumidos apercebia-se e não voltava. Mas negociar melhores preços e condições de fornecimento em nada influencia a fidelidade do cliente.

Aveiro e Eu

Janeiro 5, 2009

 Qualquer coisa me atrai a Aveiro quando, raramente,  me desloco à minha terra natal, algures no Douro Litoral, distrito do Porto.

Lembro-me que, há cerca de 45 anos, fui a  Aveiro numa excursão organizada pela escola primária da minha aldeia. Ainda hoje guardo a imagem que, na altura me despertou a incredulidade: carros a andar naquela imensidão de água !!!… Os unicos carros que, na minha terra eu via passar, eram o do Sr. Abade depois da Missa e o do Enfermeiro que passava pelas 9 da manha para baixo e perto das 18 horas para cima. Era esse o meu relogio. Esse e o da buzina da camioneta de correio.

O meu pai tinha-me dado vinte e cinco tostões para eu beber uma gasosa se tivesse sede. Para almoço tinha os bolinhos de bacalhau, arrozinho e broa  que a minha mãe tinha posto no cestinho. Mas eu passei sede, porque vi outros miudos com um io-io. E eu também queria ter um. Custou-me 2 escudos.

 

   Com 12 anos fui estudar para o Colegio Salesiano de Arouca durante 2 anos. No meu segundo ano fui, com os meus colegas, de excursão a Mogofores para almoçar e visitar o Colégio Salesiano de Mogofores.

   Muito mais tarde, com os meus vinte e poucos anos, era director comercial de um hotel na zona do Estoril e, quase todos os anos fazia promoção em Portugal e Espanha, passando sempre por Aveiro. Aqui visitava, entre outros profissionais de turismo, o Sr. Ferreira da Visa.

   Há dois anos resolvi que, se praticasse piano, aliviaria a pressão da vida (modernamente chamado stress), e resolvi ir a uma escola de musica em Torres Novas. À Sara João que eu muito admiro pessoal e profissionalmente, que, semanalmente se deslocava 2 vezes de Aveiro à Escola de musica Choral Phidellius muito agradeço ter-me feito compreender que a musica é algo que se aprende todos os dias, que nos deixa mais revigorados enfrentar os problemas da vida.

   E , 3 dias antes do Natal, quando iniciei o meu periodo anual de ferias de 8 dias, a minha primeira paragem foi em Aveiro onde almocei muito bem no Atlântico. Aveiro atrai-me.

Luis Goncalves

Recantos de Portugal