Qualquer coisa me atrai a Aveiro quando, raramente, me desloco à minha terra natal, algures no Douro Litoral, distrito do Porto.
Lembro-me que, há cerca de 45 anos, fui a Aveiro numa excursão organizada pela escola primária da minha aldeia. Ainda hoje guardo a imagem que, na altura me despertou a incredulidade: carros a andar naquela imensidão de água !!!… Os unicos carros que, na minha terra eu via passar, eram o do Sr. Abade depois da Missa e o do Enfermeiro que passava pelas 9 da manha para baixo e perto das 18 horas para cima. Era esse o meu relogio. Esse e o da buzina da camioneta de correio.
O meu pai tinha-me dado vinte e cinco tostões para eu beber uma gasosa se tivesse sede. Para almoço tinha os bolinhos de bacalhau, arrozinho e broa que a minha mãe tinha posto no cestinho. Mas eu passei sede, porque vi outros miudos com um io-io. E eu também queria ter um. Custou-me 2 escudos.
Com 12 anos fui estudar para o Colegio Salesiano de Arouca durante 2 anos. No meu segundo ano fui, com os meus colegas, de excursão a Mogofores para almoçar e visitar o Colégio Salesiano de Mogofores.
Muito mais tarde, com os meus vinte e poucos anos, era director comercial de um hotel na zona do Estoril e, quase todos os anos fazia promoção em Portugal e Espanha, passando sempre por Aveiro. Aqui visitava, entre outros profissionais de turismo, o Sr. Ferreira da Visa.
Há dois anos resolvi que, se praticasse piano, aliviaria a pressão da vida (modernamente chamado stress), e resolvi ir a uma escola de musica em Torres Novas. À Sara João que eu muito admiro pessoal e profissionalmente, que, semanalmente se deslocava 2 vezes de Aveiro à Escola de musica Choral Phidellius muito agradeço ter-me feito compreender que a musica é algo que se aprende todos os dias, que nos deixa mais revigorados enfrentar os problemas da vida.
E , 3 dias antes do Natal, quando iniciei o meu periodo anual de ferias de 8 dias, a minha primeira paragem foi em Aveiro onde almocei muito bem no Atlântico. Aveiro atrai-me.
Recantos de Portugal
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