Psicologia das redes sociais

 (Publicado no Jornal Novo Almourol)

Mais do que as operadoras telefónicas, os servidores (hardware) do mundo inteiro vão estar sobrecarregados nesta Quadra Festiva com as mensagens de Boas Festas que biliões de “amigos”, “fans”, “seguidores”, trocam entre si. Eu prefiro a forma tradicional, desejando, desde já, aqui no papel, a todos as pessoas que me estão a ler, que o Natal seja o Renascimento da Esperança de uma vida plena de felicidade pessoal e profissional. Tema de dificil discussão e análise comportamental, que se tornou já numa dependência para muitos que não se importam de divulgar os dados pessoais e imagem (falsa ou verdadeira) para milhares de desconhecidos, alguns dos quais, viram a cara para o lado quando encontram um colega ou vizinho num local público. Este sistema aberto, em permanente construção é um verdadeiro fenómeno, contando-se já nas redes sociais mais de 3 biliões de pessoas, sendo que uma das mais conhecidas tem já mais de 1 milhão e meio de portugueses. Estes biliões de pessoas munidas da esperança de fazerem parte de um importante círculo de amigos mundiais e, como tal, serem reconhecidas, criaram novos horizontes e perspectivas naqueles que, à espreita de oportunidades, descobriram novas profissões e diversas formas de ganhar dinheiro, destacando-se entre eles, a novíssima classe de consultores de Social Media, Marketing On Line Advisors, SEOs (search engine optimisation), conferencistas e especialistas da matéria que apregoam a inevitabilidade das presença on line colocando a alternativa do sucesso: OU está IN ou esté OUT e, obviamente, os próprios criadores destes pontos de encontro virtuais. É de facto uma oportunidade de os empresários divulgarem os seus produtos, muito embora, seja de difícil cálculo estatístico – e muito menos contabilístico – qual a contribuição média de cada 100 seguidores ou amigos ou, mesmo, visitas ao nosso site, nos resultados das marcas ou empresas presentes efectivamente nas redes sociais. E nem sequer os Social Media Marketeers, conseguem responder a esta ingénua pergunta. Uma coisa sei eu: Se fosse criado um Fundo Monetário Mundial, com o objectivo de criar condições para acabar com a pobreza extrema, que recebesse 1 centimo por cada mensagem electrónica, o mundo ficava rapidamente mais justo.

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