Arquivos para a Categoria ‘Turismo’

A Vocação de Constância

Julho 14, 2008

 

 

 

   Constância encontrou, finalmente a sua vocação.

 

  O centro histórico, que, pelo menos para vários propósitos, abrange a zona que vai desde as margens dos rios Zêzere e Tejo até à  Estrada Nacional 3, passsando por becos ruinhas, ruas e ruelas, escadinhas e miradouros, foi, este fim de semana, cenário da representação teatral de cenas da épica obra de Homero.

   Foi a Homero e a Virgilio que Luis de Camões foi buscar a forma de cantar os ilustres feitros lusitanos, inspirados pelas Tágides e Ninfas, sob o olhar apreeensivo de alguns membros do Olimpo que, em concilio presidido por Jupiter decidiram dar um voto de confiança aos Portugueses no  empreendimento da árdua tarefa de espalhar por toda a parte a Fé e a Cristandade.

   Após a tomada de Troia pelos Gregos, e ainda segundo a Ilíada, Eneias rumou a Cartago onde fundaria a nova cidade em substituição de Troia.

O reerguer de um povo foi o auge de toda a representação  encerrada pela ópera de Purcel.

   Muita pena tenho de os meus afazeres profissionais não me terem permitido ver de perto e ininterruptamente toda esta bela acção histórica cujas cenas decorreram em diversos pontos do centro histórico.

 

Isto é a combinação perfeita entre turismo e cultura, uma alternativa à música de concertos estilo metálica e afins, que, por causa da lei do ruído não pode ter lugar em

locais como o centro histórico de Constância.

A própria configuração da Praça, ruelas e miradouros sugere uma animação periódica baseada mais em actividades de teatro, concertos de musica instrumental antiga e tradicional de várias regiões.

   Foi um gosto ouvir os clientes da Casa João Chagas dizerem: “que pena já ter acabado. Quando há mais?”.

 

   Os concertos de elevados decibeis que fazem estremecer janelas, portas, mobilias, raxadelas em paredes, são bem vindos, desde que aconteçam em locais abertos próprios, que, em artigos publicados no Jornal de Abrantes chamei ZAN’s ou PAN’s

(Zonas ou Parques de Animação Nocturna). É a  isto que levará o cumprimento da lei, que não pde ser mudada por uma autarquia, só porque meia dúzia de pessoas, inspiradas, se calhar, por alguma mente dominada pelo micróbio da ignorância, resolveu declarar não se sentirem incomodadas com alguma antena de automóvel partida, alguém sofrer um ataque cardiaco ou se alguém  ficar surdo.

   Constância está a mudar, e o mesmo elenco mantém-se. Ainda bem que assim é. Por aquilo que observo, já é permitida a publicitação de marcas comerciais que, ao fim e ao cabo, são a sustentabilidade económica de uma região, de uma vila, aldeia, de uma cidade.

 

   Se o profissionalismo dos organizadores está de parabéns, não é menos de louvar o empenho, a entrega e dedicação dos participantes voluntários na peça, quase todos eles de Constância.

Constância, 14 de Julho de 2008

LG

Quem quer barulho?

Maio 3, 2008

• UNIÃO EUROPEIA

Ruído mata 50 mil pessoas por ano

Todos os anos morrem 50 mil pessoas na UE devido a ataques cardíacos provocados pelo excesso de ruído rodoviário e ferroviário, enquanto outras 200 mil passam a sofrer de doenças do coração, revela um estudo que será apresentado esta quinta-feira.

 

(TSF 10:03 / 28 de Fevereiro 08 )

Pelo menos 50 mil pessoas morrem anualmente na UE devido a ataques cardíacos provocados pelo excesso de ruído rodoviário e ferroviário.

 

O alerta foi feito por um estudo da Federação Europeia para os Transportes e Ambiente, que será apresentado esta quinta-feira em Bruxelas.

 

Segundo o documento, todos os anos outros 200 mil habitantes da UE passam a sofrer de doenças do coração, sendo os custos da poluição sonora, nomeadamente para os serviços de saúde, de mais de 40 biliões de euros.

 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o limite de ruído ambiental a partir do qual se sentem efeitos negativos é de 55 decibéis, valor que se situa entre o provocado por um aguaceiro e uma conversa entre duas pessoas.

 

Excluindo Malta e Chipre, nos restantes países da UE, a maioria da população vive em cidades e está regularmente exposta a índices de ruído acima de 55 decibéis, proveniente do tráfego rodoviário e ferroviário.

 

As crianças em idade escolar também são exemplos das consequências do ruído, já que revelam dificuldade em concentrar-se, dispersam a atenção com facilidade, ficam com dificuldade em memorizar questões mais complexas, lêem mal e tem baixo rendimento escolar, quanto sujeitas e elevados valores de poluição sonora.

 

A organização realça a preocupação da UE com a poluição do ar, mas lamenta a negligência a que tem sido votada a poluição sonora, já que bastaria aliar as novas tecnologias à produção de veículos e à evolução na construção de pavimentos e vias, para baixar os níveis da poluição sonora em 70 por cento.

 

Nota: Desde 1987 que a matéria do ruído se encontra regulada e faz parte das preocupações do Governo no que respeita ao bem-estar das populações.

Porém os autarcas são os primeiros a ignorarem esta preocupação, promovendo festivais de musica rock que debitam mais de 5000 decibeis em pólos populacionais e centros históricos, várias vezes ao ano, onde ficava bem um concerto de flauta, de piano, de violino,  peças de teatro, etc. Este tipo de musica não atrai multidões? Paciência, eu prefiro a qualidade à quantidade.  Se querem atraír multidões, usem campos de futebol, recintos escolares, pontes sobre os rios, etc. Criem os PANs (parques de animação nocturna) bem longe das zonas residenciais, hospitais, unidades hoteleiras, tal como previsto na lei, exactamente para quem quer a adrenalina. Mas deem o descanso a quem paga de boa vontade para o obter.

Luís Gonçalves

Que promoção turistica

Março 10, 2008

ONDE ESTÁ A PROMOÇÃO TURÍSTICA ?

Por: Luís Gonçalves *

info@constancia.net

 (Publicado no Jornal de Abrantes em 2007)

Duas notas de acontecimentos dignos de relevo na promoção turística do Ribatejo:

   Primeira: Decorreu de 24 a 28 de Fevereiro, entre Pego e Abrantes, a Prova de Orientação a pé, que reuniu milhares de participantes nacionais e estrangeiros, oriundos da Suécia, França, Reino Unido, Polacos, etc. de várias faixas etárias. O vencedor de uma das categorias foi um cidadão britânico que permaneceu em Constância durante 5 dias.

   Tomaram conhecimento do acontecimento e dos locais que proporcionavam alojamento, através da Internet.

   Ao fim da tarde, o Café da Praça em Constância era o local de encontro dos participantes na prova que ficaram alojados na Casa João Chagas.

   Por comentários que chegaram até mim, a Federação Portuguesa de Orientação está de parabéns na organização.

   De 28 de Fevereiro a 5 de Março foi realizada nova prova em Mora.

Segunda: A primeira volta em ciclismo ao distrito de Santarém em bicicleta decorreu de 9 a 12 de Março, cujas etapas foram: Fátima-Torres Novas, Cartaxo-Abrantes , contra relógio em Alpiarça e a ultima etapa, dia 12, entre Golegã e Santarém.

   Com o empenhamento do Sr. Governador Civil de Santarém, houve a preocupação dos organizadores de aproveitarem a ocasião para a promoção dos produtos turísticos do Ribatejo, nomeadamente os seus vinhos.

   Uma nota comum negativa a estes dois importantes acontecimentos: o divórcio entre as organizações e qualquer Região de Turismo da zona, o que me faz questionar da sua verdadeira utilidade…

Histórias d’Hotel « Lgonzalik’s Weblog

Março 9, 2008

Histórias d’Hotel

Outubro 28, 2007

“…Um dia, o meu inocente olhar cruzou com os olhos grandes e redondos de uma cozinheira de cabelo preto, talvez com 20 anos de idade. E a minha, era a idade das interrogações, indecisões, da mudança…” (página 9)

Nota do autor: Este episódio passa-se num Colégio Salesiano, onde eu andava a estudar para padre.

 “…durante o Inverno, princípios da Primavera, começavam a chegar, por diversos meios (carta, telefone, telegrama), solicitações de reservas de quartos para o próximo Verão, quase todas em regime de Meia Pensão, cujo preço rondaria 110 escudos por pessoa…” (página 49) Os texto acima indicados encontram-se no livro Histórias d’Hotel, da autoria de Luís Goncalves, recentemente lançado em Constância.Histórias d’Hotel, apresentado posteriormente na BTL, foi adquirido por leitores de várias regiões de Portugal e, inclusive, do Brasil.Desde os processos de há 38 anos até à teoria de decisão de investimento, Histórias d’Hotel, cruzando histórias curiosas com temas de ordem profissional,  sem esquecer o Marketing, é um livro de facil e entusiasmante leitura, invulgarmente didáctico, acessível a todos os leitores, independentemente de estarem ou não ligados ao Turismo/Hotelaria. 

Os internautas podem encomendar exemplares directamente para o autor – Luis Goncalves-  através do e-mail info@constancia.net ou pelo fax 249739423.

Também pode fazer o download em http://www.constancia.info

O preço para os visitantes do meu blogue e de 8,50 EUR incluindo portes de correio para Portugal Continental.