Quem quer barulho?

Maio 3, 2008 por lgonzalik

• UNIÃO EUROPEIA

Ruído mata 50 mil pessoas por ano

Todos os anos morrem 50 mil pessoas na UE devido a ataques cardíacos provocados pelo excesso de ruído rodoviário e ferroviário, enquanto outras 200 mil passam a sofrer de doenças do coração, revela um estudo que será apresentado esta quinta-feira.

 

(TSF 10:03 / 28 de Fevereiro 08 )

Pelo menos 50 mil pessoas morrem anualmente na UE devido a ataques cardíacos provocados pelo excesso de ruído rodoviário e ferroviário.

 

O alerta foi feito por um estudo da Federação Europeia para os Transportes e Ambiente, que será apresentado esta quinta-feira em Bruxelas.

 

Segundo o documento, todos os anos outros 200 mil habitantes da UE passam a sofrer de doenças do coração, sendo os custos da poluição sonora, nomeadamente para os serviços de saúde, de mais de 40 biliões de euros.

 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o limite de ruído ambiental a partir do qual se sentem efeitos negativos é de 55 decibéis, valor que se situa entre o provocado por um aguaceiro e uma conversa entre duas pessoas.

 

Excluindo Malta e Chipre, nos restantes países da UE, a maioria da população vive em cidades e está regularmente exposta a índices de ruído acima de 55 decibéis, proveniente do tráfego rodoviário e ferroviário.

 

As crianças em idade escolar também são exemplos das consequências do ruído, já que revelam dificuldade em concentrar-se, dispersam a atenção com facilidade, ficam com dificuldade em memorizar questões mais complexas, lêem mal e tem baixo rendimento escolar, quanto sujeitas e elevados valores de poluição sonora.

 

A organização realça a preocupação da UE com a poluição do ar, mas lamenta a negligência a que tem sido votada a poluição sonora, já que bastaria aliar as novas tecnologias à produção de veículos e à evolução na construção de pavimentos e vias, para baixar os níveis da poluição sonora em 70 por cento.

 

Nota: Desde 1987 que a matéria do ruído se encontra regulada e faz parte das preocupações do Governo no que respeita ao bem-estar das populações.

Porém os autarcas são os primeiros a ignorarem esta preocupação, promovendo festivais de musica rock que debitam mais de 5000 decibeis em pólos populacionais e centros históricos, várias vezes ao ano, onde ficava bem um concerto de flauta, de piano, de violino,  peças de teatro, etc. Este tipo de musica não atrai multidões? Paciência, eu prefiro a qualidade à quantidade.  Se querem atraír multidões, usem campos de futebol, recintos escolares, pontes sobre os rios, etc. Criem os PANs (parques de animação nocturna) bem longe das zonas residenciais, hospitais, unidades hoteleiras, tal como previsto na lei, exactamente para quem quer a adrenalina. Mas deem o descanso a quem paga de boa vontade para o obter.

Luís Gonçalves

Casa própria por 15 Euros por dia

Abril 20, 2008 por lgonzalik

Casa própria por 15 Euros por dia ?

Vou viver para a França…

 

Por: Luís Gonçalves

(tradução jornal l’internaute)

   Medida anunciada em Fevereiro, a ministra francesa da habitação, Christine Boutin, lançou, em 15 de Abril passado, o seu plano a minha casa por 15 Euros por dia.

   Destinado a promover a oportunidade de ser proprietário, esta medida permite às pessoas singulares, que se enquadrem nos critérios de elegibilidade, adquirir um imóvel novo pelo valor equivalente a uma renda habitacional, ou seja, 450 Euros por mês.

    Como é que isso funciona ?

   Por  15 euros por dia, ( 450 euros por mês) ,o objectivo é permitir às famílias modestas tornarem-se proprietárias de uma vivenda personalizada, dotada de sistemas para economizar energia, e acesso à Internet. Estas casas dirigem-se aos casais que desejam comprar a sua primeira vivenda para habitação principal, sendo pais de, pelo menos, um filho, e que tenham um rendimento liquido entre 1500 e 2000 Euros por mês.

   Este plano será financiado por medidas específicas, nomeadamente aplicação de apenas 5,5% de IVA no custo da construção e do terreno. As colectividades locais e autarquias têm também um papel a desempenhar : Compete efectivamente às juntas de freguesia e câmaras municipais colocar à disposição dos interessados os terrenos desocupados com uma área mínima de 250 m2. O pagamento é facilitado pelo Pass-Foncier, um dispositivo de crédito que permite o reembolso em 2 etapas : primeiro a vivenda e depois o terreno, e por um crédito à taxa zero. O investimento total representa cerca de 170.000 Euros.

As críticas

 

    Daqui até ao fim do ano  Christine Boutin espera ver nascer 5000 casas por causa do dispositivo “15 euros par jour”. Apenas ainda lançado, este projecto é já alvo de críticas.
    Particularmente, o Conselho Nacional da Ordem dos arquitectos reagiu, classificando o projecto como uma falsa boa ideia. Considera este tipo de habitação uma pobreza a nível de arquitectura e de ambiente.

   Outra critica tem a ver com o prazo de reembolso. Os proprietários devem reembolsar a casa durante 23 anos a 455 euros por mês, além de despesas financeiras. Depois desta etapa terminada, começa a do pagamento do terreno por uma soma sensivelmente igual durante 15 anos. Andam 38 anos a pagar a casa.

 
… mas estou 38 anos atrazado.

 

Ouvi em noticia que em Portugal querem alargar o prazo de empréstimo do credito à habitação por 50 anos.

De Cartago ao Carago

Abril 20, 2008 por lgonzalik

De Cartago ao Carago

Por: Luís Gonçalves

 

   Por volta do ano 240 a.c. os Cartagineses – provenientes de Cartago ocuparam a região que mais tarde, os Romanos viriam a chamar Hispânia, de onde nós descendemos. Por essa altura os hispânicos deviam dizer: Estes gajos são do Carthago. De modo que, para lhes darem a entender que não eram bem-vindos, ou que estavam indignados com a ocupação, os hispânicos diriam: Vai p´ró carthago, ou seja, vai para a tua terra e não nos chateies.

   Diferente origem tem a história do bébé. Quando o pai foi registar o recém-nascido, não tinha dois dentes da frente, e a funcionária da Conservatória era fanhosa.

- Qual o nome que vai pôr à criança ?- perguntou a funcionária da Conservatória.

- Athelino – respondeu o pai.

- Adflino ? quis confirmar a funcionária.

- Xim, Athelino.

E o rapaz ficou registado como Azelino.

 

   Vai pró carago com a tua história – comenta o leitor – para dizer que a história não presta. Outros leitores dirão: Isto é do carago, como quem diz, é uma história fantástica.

    Vem isto a propósito de quê ? Do meu constante inconformismo perante algumas medidas:

   - Hoje em dia é já obrigatório o uso da Internet para comunicar com o Estado: pedidos de selos dos carros, declarações de IRS, IRC, etc. Os funcionários públicos ficam excedentários e vão pró carago.

   - Fala-se da troca gratuita de seringas nas prisões, fala-se em salas de shooting.

Ora, se prisão significa privação de liberdade, e se na liberdade do indivíduo estava incluído o consumo de droga, logo, fica privado de a consumir enquanto estiver detido.

Legalizar e promover o uso de seringas é incentivar o consumo de uma substância cujo cultivo, manufactura e comercialização são proibidos.

O poder político deve pensar assim:

Bom, se não há maneira de evitar o consumo de droga, então o melhor é dar condições de higiene e saúde aos consumidores.

Um detido que tem assegurada a dormida, a alimentação, televisão, telemóvel, droga, prefere a cadeia a andar aos caídos na rua.

O facto é que, sob o efeito de droga ou da falta dela, tem havido assaltos cuja arma é, precisamente a seringa que o Estado lhes deu gratuitamente.

Quando, qualquer dia, o porta-voz do organismo que tutela os estabelecimentos prisionais vier comentar o volume de ingresso de droga nas prisões com a intervenção activa ou passiva de alguns guardas, ou quando vier comentar a fuga de uma prisão cujo êxito foi conseguido sob a ameaça de agulhas infectadas com vírus da s.i.d.a. ou de hepatite, tapa-nos os olhos com “…não é significativo; representa 4,75% quando comparado com os países da União Europeia.

Isto é uma lei do carago. E é assim que os meus impostos vão pró carago.

2007/09/29

Ensaio para o passado

Abril 14, 2008 por lgonzalik

Ensaio para o passado

 

Por: Luís Gonçalves

 

 

À uns anus o grande chefe lugrou juntar todas as tribus e reconstruir u grande reino, comessando pur um acordo para todos falarem e escreverem da mesma maneira.

 

A preparassao foi muito meticulosa, comessando pur uma abordagem ao CEO duma grande empresa de computadores q criou e enviou pur cabo o programa pra todos os computadores de todas as tribus. A partir daquele dia, quem quisesse fazer um reqerimento tinha de saber a noba linguagem. Pra isso pagaba pur Internet 1 unidade munetaria pra descaregar a noba versom.

Agora beijasse bem o lucro:  9 milhoes de unidades safou o passibo qu reino tinha nese ano.

Parese q a lei pasou a ser entendida, comprendida i respeitada pur todos . A própria televisão q botaba ca pra fora anunsios q nem todos perssebiam.

Pur esa altura escreviasse mais ou menos assim:

“Há uns anos, alguns vestiam um fato azul às riscas e uma gravata colorida. Quem os via na televisão percebia que tinha havido uma rápida assumpção”.

Todos uns pacóvios: S não s lia agá i u pê, purque e qu eles nao escreviam logo A uns anos i assunssao?

Nada melhor qu velhinho i sábio Zé da Orta para explicar:

“ Lembrume da axinatura do acordo cumu xe foxe hoje. Cuando u chefe anumchiou emchima du coreto, foi muito coreto na maneira cumu falaba; o seu corpo estaba em ângulo reto pró adro, i a fasse retal birada ali pró rio. Foi também neste tempo em q todos reclamabam porque a chefia fechaba urgências i escolas do pobo em sítios onde perdia dinheiro. Despois os espertos compbrabam pur tuta i meia i punham aquilo a dar. Pra calar a boca do pobo, a chefia proibiu a AZAE (autoridade zeladora das asneiras contra o estado) de fechar as tascas onde o pobo se pudia reun ir i expandirse. Dizem outros      qu a AZAE era uma policia criada pra tratar da xaude dos prebericaduores.  O que se passaba- continuou o Zé da Orta – é qu eles multabam quem daba o troco com as sandes, os cozinheiros qu limpabam as mãos ao pano despois do chici, i de xeguida a bancada da cozinha. Bistas bem as cousas, eles acabaram com muita xico-espertisse, da rês de pagar pela porta do cabalo, faturabam metade du que bendiam i também mandaram que todas as casas de pastu i de bubidas tibessem um planu digiene, control da bicharada rastejante i  piolhos i lêndeas, i axim pur diante. Consuante as casas iam fechando purque nao foram capazes, so os abilidosos ou qu tibessem abilidade e qu pudiam abrir de nobo

 

Será que alguma vez me vou conseguir adaptar ao acordo ortográfico?  Deve ser desncadeado um plano nacional de realfabetização nas escolas, associações, para todos.

 Bom fim de semana aqui

A escola dos famosos

Abril 4, 2008 por lgonzalik

A Escola dos Famosos 

Por: Luís Gonçalves * (info@constancia.net)

   Fui há dias agradavelmente surpreendido pela noticia num canal de Televisão, do início de actividade de uma nova empresa cujos responsáveis, dotados de uma imensa criatividade, foram de encontro ao Ego de muitos que buscam o caminho da fama.

   É na procura deste sentimento que se baseiam as suas tarefas: ensinar pessoas a serem famosas, mostrando-lhes as vantagens e os perigos. Transpondo para os concursos das televisões, são construídos personagens famosos pelo tempo que esse concurso durar; depois, caem no abismo e na depressão.

   Creio que ouvi na apresentação da Escola dos Famosos que, por 150 Euros, cada candidato assiste a palestras e treinos por alguns dias. Pelo que entendi, havia lá pessoas que nem sabiam bem o que queriam: Queriam ser famosas, mas não serem muito conhecidas.

      Zé do Telhado e Robin dos Bosques são famosos; a sua fama continuou viva para além da sua morte porque, durante toda a vida, perseguiram o objectivo a que se propuseram; e conseguiram resultados !…

   Uma casa comercial pode ser famosa pela sua decoração, pelo bem-estar que proporciona, pelas características que a diferenciam das outras do mesmo ramo, pela qualidade dos seus produtos, pela capacidade de renovar e inovar para que o cliente perceba que aí se trabalha para ele.

   O mal é que muitas vezes criamos fama e deitamo-nos a dormir. A queda é rápida.

    Todos nós podemos ser famosos no meio que nos rodeia. E para que queremos outro?

     Basta, para isso, executarmos as nossas tarefas que nos são incumbidas com profissionalismo, com criatividade, com uma boa dose de marketing, com capacidade para criar e contar ao publico interno ou externo histórias com tudo aquilo que fazemos, porque, afinal, tudo tem uma história. Assim veremos os clientes repetirem a sua visita ao nosso estabelecimento; que pode não ser o melhor, mas porque encontra sempre um atendimento correcto e uma história para ouvir e uma experiência nova para viver.

Quando, a maioria dos visitantes disser, vamos ao Albino, em vez de dizer vamos ao Restaurante Panorama, o Albino, que até pode ser um empregado atingiu os níveis da fama, e neles sabe manter-se.

* autor do livro Histórias d’Hotel   

Turismo e bem-estar

Março 26, 2008 por lgonzalik

Organizar o território turístico da Comunidade

(Publicado no Jornal de Abrantes em Mar 2008)

    Há uns anos atrás houve, certamente, alguns estudiosos da preservação do meio – ambiente e da qualidade de vida dos cidadãos, que organizou o território de forma a concentrar indústrias num lado, e comércio e serviços noutros locais das aldeias, vilas e cidades. Assim se acabaram (e ainda bem) as pequenas oficinas de bairro para dar lugar aos parques industriais em zonas para esse fim criadas. Assim se reduziu a poluição sonora.   Esse mesmo hipotético grupo de estudiosos aconselhou, se calhar, a dispersão do turismo pelos vários pólos populacionais, partindo do pressuposto de que o turista se quer misturar com os visitados  para se cultivar, absorvendo os seus usos e costumes, que vai divulgar e tipificar junto da comunidade onde habitualmente reside e trabalha.Daí que, à semelhança das zonas industriais, irem também surgindo os parques de animação onde se concentram bares e discotecas, cafés e tascas abertos até de madrugada. E assim todos ficam satisfeitos: quem quer ir para a naite vai, quem quiser sossego, este é-lhe assegurado.   É claro que este era um grupo de estudiosos que, se calhar, de nada percebiam de turismo, tal como hoje há engenheiros, doutores, políticos, que, uma vez sentados na alta cadeira do poder, começam a debitar para o maralhal sábias dissertações sobre o fenómeno turístico e a necessidade de animação para o manter (leia-se, no seu vocabulário, bebedeiras até de madrugada, música de abanar o capacete e rebentar com os tímpanos).   Para além de ir de encontro ao respeito pela lei do silêncio, a visão destes estudiosos veio, de certa forma, beneficiar o turismo, que estes sábios pùblicamente defendem, mas que não o cultivam porque não precisam dos seus votos.Eu não entendo, reconheço,aliás, que não conheço a lei, onde está a moralidade e, se calhar, a legalidade  dos políticos que concedem licenças de funcionamento para além da hora do silêncio. Não é pelos estabelecimentos em si, mas sim porque “in vino verita est” o stress e revolta dos nait users vem ao de cima em altos decibéis verbais, radiofónicos ou aceleradelas motorizadas a altas horas da noite, contrariando mesmo, a opinião da maioria dos residentes permanentes e potenciais residentes ocasionais, chamados a se pronunciarem. …/…    Agora que foi revista a lei das Regiões de Turismo, e reduzido o número das existentes, está na altura de as comunidades urbanas organizarem a casa e decidirem o que querem, pois têm de contratar um novo grupo de estudiosos (não é preciso chegar aos sábios) públicos e privados, para o planeamento do território e para a definição dos eixos de desenvolvimento, e promoção dos produtos turísticos.Posso já adiantar o pouco que um curioso me disse:

Produto 1: Parques e MiradourosBonito, Parque natural do Boquilobo, Parque Ambiental de Santa Margarida, Parque temático da Barquinha, Penedo Furado, Picoto da Milriça.

Produto 2: História e TradiçõesCastelos de Almourol, Abrantes, Ourém, Mosteiro da Batalha, Convento de Cristo,                 Gastronomia, Vinhos  e Sabores.

Produto 3: Desporto e Aventura:  Trilhos no Zêzere, passeio ribeirinho do Tejo, Canoagem, Hipismo 

Produto 4: Animação no PAT (Parque de animação turística):   Festival hip-hop, Festival Noites de Verão (Jazz e Blues),  Violas, fados e guitarradas,  Teclas e música clássica. 

Oiçam o saber do povo, conversem com os visitantes, e hão-de ver que se faz luz, mesmo nas mentes mais obscuras.

Que promoção turistica

Março 10, 2008 por lgonzalik

ONDE ESTÁ A PROMOÇÃO TURÍSTICA ?

Por: Luís Gonçalves *

info@constancia.net

 (Publicado no Jornal de Abrantes em 2007)

Duas notas de acontecimentos dignos de relevo na promoção turística do Ribatejo:

   Primeira: Decorreu de 24 a 28 de Fevereiro, entre Pego e Abrantes, a Prova de Orientação a pé, que reuniu milhares de participantes nacionais e estrangeiros, oriundos da Suécia, França, Reino Unido, Polacos, etc. de várias faixas etárias. O vencedor de uma das categorias foi um cidadão britânico que permaneceu em Constância durante 5 dias.

   Tomaram conhecimento do acontecimento e dos locais que proporcionavam alojamento, através da Internet.

   Ao fim da tarde, o Café da Praça em Constância era o local de encontro dos participantes na prova que ficaram alojados na Casa João Chagas.

   Por comentários que chegaram até mim, a Federação Portuguesa de Orientação está de parabéns na organização.

   De 28 de Fevereiro a 5 de Março foi realizada nova prova em Mora.

Segunda: A primeira volta em ciclismo ao distrito de Santarém em bicicleta decorreu de 9 a 12 de Março, cujas etapas foram: Fátima-Torres Novas, Cartaxo-Abrantes , contra relógio em Alpiarça e a ultima etapa, dia 12, entre Golegã e Santarém.

   Com o empenhamento do Sr. Governador Civil de Santarém, houve a preocupação dos organizadores de aproveitarem a ocasião para a promoção dos produtos turísticos do Ribatejo, nomeadamente os seus vinhos.

   Uma nota comum negativa a estes dois importantes acontecimentos: o divórcio entre as organizações e qualquer Região de Turismo da zona, o que me faz questionar da sua verdadeira utilidade…

Histórias d’Hotel « Lgonzalik’s Weblog

Março 9, 2008 por lgonzalik

O Prace

Março 9, 2008 por lgonzalik

Aplaudo cautelosamente o PRACE (Publicado no Jornal de Abrantes)

Por: Luís Gonçalves *

info@constancia.net

   O Governo nomeou a Comissão PRACE (Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado) que, corajosamente, levou ao anúncio da eliminação de 187 Organismos dos 518 existentes.

   O que eu e muitos portugueses esperamos é que, mais tarde, não venha outro elenco governamental  refazer tudo outra vez, para mostrar serviço. A realidade é que o faz, desfaz, legisla, revoga, deixa os agentes económicos numa situação de incerteza.

   O Estado tem que ser reorganizado definitivamente num Organigrama, cujos Governos, daqui para a frente, não possam alterar sem a aprovação por mais de 75% dos deputados da Assembleia da República. Quem não gostar, que não se candidate às eleições legislativas.

   A Comissão PRACE deve ser composta por um conjunto de gestores modernos, com uma grande capacidade de análise económico-financeira, mas sem grande conhecimento das especificidades de cada sector.

   Dou alguns exemplos de decisões que terão de ser revistas:

a)      O número de  Regiões de Turismo deveria ser reduzido e re-estudado o seu raio de acção e competências, deveriam ser despolitizadas  e não brutalmente   eliminadas..

b)       Passar a competência do INFTUR (Instituto de Formação Turística) que eu conheci, há quase 4 décadas como Centro Nacional de Formação Turística e Hoteleira para o IEFP,  não é recomendável.. O IEFP pode ser muito bom a dar cursos para desempregados que assim continuam após os terminarem. Por experiência própria adquirida no acompanhamento de estagiários em hotéis por onde passei, levam-me a concluir que as técnicas nada têm que ver com a Formação específica e Cursos de Aperfeiçoamento do INFTUR e das Escolas Hoteleiras por ele coordenadas. Esta opinião é partilhada por milhares de responsáveis de empresas hoteleiras.

c)      O assassínio da centenária DGT (Direcção-Geral do Turismo) vai prejudicar todos, e, inclusivamente o consumidor.

      A D.G.T, tal como a conhecemos hoje, foi criada em 1968 como uma sucessão natural da Secretaria Nacional da Informação, mas remonta à Repartição do Turismo que, em 1911 nasceu no seio do então Ministério do Fomento…

      Apetrechada dos melhores técnicos, a DGT desempenhou um importantíssimo papel da projecção de Portugal em todos os cantos do mundo, paralelamente a uma acção de fiscalização e inspecção interna que tinha tanto de exigente como de pedagógica.

     A  repartição das suas competências de licenciamento e inspecção pelas cinco Direcções Regionais de Economia vai derrubar o padrão uniforme no licenciamento, classificação e  inspecção dos empreendimentos hoteleiros, dado que, naturalmente, haverá diversidade de critérios em cada região, que defraudarão, certamente, o consumidor, que espera o mesmo padrão em todo o território nacional.

          Teria algumas histórias a contar no meu contacto com ex-inspectores da DGT na década de 80/90, que confirmam o seu empenhamento na intransigente defesa da qualidade, e na sua preocupação pedagógica junto dos responsáveis hoteleiros.

 * Autor do livro Histórias d’Hotel

Constancia

Janeiro 12, 2008 por lgonzalik

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